Os primeiros homens brancos a habitarem a região, que hoje constitui o município de Gália, eram lavradores que cultivavam o café e a cana-de-açúcar. Francisco Rodrigues de Campos, em 1845, toma posse das terras situadas nas cabeceiras do Rio Feio.

Em 1908, José Lourenço Rocha Leite e Bernardo Gonçalves dos Santos construíram um engenho na Fazenda Ribeirão das Antas, antiga Fazenda São Vicente e atual Fazenda Dona Irani, em torno do qual formou-se o Povoado de Antas que daria origem ao primeiro nome de Gália.

O Coronel Galdino Manoel Ribeiro adquiriu 2.000 alqueires de terras da Fazenda Ribeirão das Antas, dos quais, em 1924, separou 20 alqueires e encarregou um agrimensor para fazer o traçado de um patrimônio com 318 datas, 30 quadras e 14 ruas. Duas destas ruas receberam os nomes de Avenida São José e Avenida Paulista e as demais eram identificadas apenas por números. Aprovado o traçado, em 19 de março de 1925 foi fundado o Patrimônio de São José das Antas.

Em 28 de dezembro de 1926, o povoado, já com 227 casas, foi elevado à categoria de Distrito de Paz de Antas, subordinado ao município de Duartina, na Comarca de Agudos.

No mesmo ano, a Paróquia São José instalou-se no distrito. Inaugurou-se também o Cine São José, com 500 cadeiras e 12 amplas frisas, o primeiro time oficial de futebol da cidade, o Foot Ball Club de Antas, e a primeira Escola Estadual, além de farmácias, oficinas, barbearias, açougues e padarias.

Com a chegada em 1927, da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, a vila passou a se chamar “Gállia”, em razão da Companhia ter estabelecido uma ordem alfabética de nomes a serem dados as diversas estações do traçado da estada, após a cidade de Piratininga: América (Alba), Brasília, Cabrália Paulista, Duartina, Esmeralda, Fernão, Gália etc.

Em 20 de setembro de 1927 criou-se o novo município pela Lei Estadual nº 2.229, cuja instalação ocorreu no dia 14 de abril de 1928. O novo município recebeu o nome da Estação Ferroviária construída em 1927 pela então Companhia Paulista de Estradas de Ferro, denominado Gália.

Na primeira sessão da Câmara de Gália, em 14 de abril de 1928, os vereadores eleitos pelo povo e empossados votaram para Cel. Galdino Manoel Ribeiro para Presidente da Câmara e Jorge Fray Junior para Prefeito do novo município. Durante a década de 30 e 40, destaca-se a atuação da Companhia Inglesa, aproximadamente dois mil pessoas formando uma pequena vila europeia dentro da cidade para atividades agrícolas e comerciais.

Na década seguinte, quando, segundo recenseamento geral do Brasil, a população do município ultrapassava os 18 mil habitantes, Gália passa a desenvolver a produção da seda natural.

Finalmente, na década de 50, por iniciativa da Prefeitura Municipal, foi criada comissão de julgamento para se definir um cognome para a cidade de Gália. “Gália, A Princesinha da Seda”, foi a vencedora. E é assim que o município é conhecido e reconhecido em todo o Estado de São Paulo.
Bibliografia

PONTES, Maria Zeila Sellani, BARNEZI, Rosemari Gattás – Doces lembranças de outrora: povoamento do Vale das Antas, 1845-1950: Gália e Fernão. Bauru, SP, Joarte, 2002.